Maio nos convida a reconhecer uma presença que, muitas vezes, realiza grande parte do seu trabalho longe dos aplausos: a mãe.
A maternidade acontece nos grandes momentos, mas principalmente nos pequenos.
Está no café preparado cedo, na mochila conferida mais uma vez, na preocupação quando um filho demora a chegar, na oração feita baixinho antes de dormir. Está na madrugada em claro, no abraço depois de um dia difícil, no conselho repetido muitas vezes e naquela capacidade quase inexplicável de perceber quando alguma coisa não está bem.
Por isso, a influência de uma mãe vai muito além daquilo que pode ser visto.
Dentro de casa, seus gestos ajudam a construir segurança, identidade, valores e memórias que os filhos levarão para a vida inteira.
Mas a maternidade bíblica não é um chamado à perfeição.
Nenhuma mãe consegue acertar sempre. Existem dias de paciência e dias de exaustão. Dias em que tudo parece estar sob controle e outros em que a sensação é exatamente o contrário.
Por isso, mães também precisam lembrar que não foram chamadas para sustentar tudo sozinhas.
“Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de você.” (Isaías 49:15)
É significativo perceber que a própria Palavra utiliza a figura do amor materno para nos ajudar a compreender o cuidado de Deus.
Existe acolhimento, proteção, compaixão e presença nessa imagem.
E talvez uma das maiores lições para uma mãe seja justamente essa: antes de cuidar de todos, ela também precisa aprender a descansar no cuidado do Pai.
Mães não precisam carregar a culpa de não conseguirem fazer tudo. Filhos não precisam de mães impecáveis; precisam de mães presentes, capazes de amar, corrigir, pedir perdão, recomeçar e apontar para Deus através da própria vida.
Uma oração feita ao lado da cama pode parecer simples hoje e tornar-se uma memória espiritual para toda a vida.
Uma conversa durante o caminho para a escola pode ensinar mais do que um longo discurso.
Um pedido de perdão também pode mostrar aos filhos que amor e humildade caminham juntos.
Neste mês, que cada mãe seja lembrada não apenas pelo que faz, mas por quem é dentro da história de sua família.
E que, nos dias em que as forças parecerem pequenas, ela se lembre: o Deus que confiou essa missão também oferece graça suficiente para vivê-la um dia de cada vez.
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